Fui daquelas pessoas que estiveram a "sacar" a música legalmente do site, o single "Violet Hill". Fiquei todo contente, mas esperava que o single fosse mais ... à Coldplay. Comparando-o com os singles anteriores, pareceu-me, pessoalmente, uma simples canção sem nenhum destaque especial. O que me veio logo à cabeça foi: será que o álbum afinal não é grande coisa e eles (ou a editora) acharam que era a melhor música que havia? Comercialmente falando, é capaz de ser uma das melhores. Mas quando tive a oportunidade de ouvir o cd com atenção, as dúvidas quanto à qualidade do àlbum dissiparam-se. Pode parecer uma comparação estranha, mas senti que estava perante um disco dos Pink Floyd. Vou tentar explicar... para além de ser uma das minhas bandas favoritas, os Pink Floyd conseguiam a cada disco inovar no som, e, como era marca sua, progredir ao longo da própria faixa que tocavam. Senti esse aspecto do rock progressivo neste cd dos Coldplay, e também senti-me como a mergulhar num universo de sons, com uma sonoridade diferente do habitual. A mudança de produtores parece ter feito bem.
Seguindo a linha do rock progressivo, recomendo a que oiçam "42", que começa calmamente com o piano e a voz, caminha com um passo mais acelarado e agressivo, passa por um dos momentos mais espantosos dos últimos tempos no mundo da música, com uma viragem para os sons alegres e fortemente vibrantes, e terminado como começou.
"Strawberry Swing" é das minhas favoritas, com uma técnica de guitarra a lembrar um cavaquinho, e uma frase tão simples quanto bonita : "The sky could be blue, I don't mind, without you it's a waste of time". Poesia.
"Lost" é bem capaz de se tornar mais um single, " Viva la Vida" já o é por estas alturas, "Lovers in Japan/ Reign of Love" é outro candidato, mas há ainda outras músicas que merecem a vossa atenção.
Descobram por vocês mesmo esta preciosidade.
Nota final: 9/10