quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Dúvidas musicais

Sou, considero-me pelo menos, bastante eclético naquilo que ouço. E acabo por ouvir de tudo um pouco, do mais popular ao mais erudito, do mais independente ao mais mainstream.
Há bocado falava com a noiva e cantarolava Tony Carreira. Ela detesta o tipo, não gosta das letras, do timbre, da música... eu gosto! Explicar? Não consigo.

A páginas tantas diz-me ela que aquela música não tem nada a ver comigo, eu não sou assim.
E fiquei a pensar nisto. Já agora, pensemos todos.
A música que ouvimos tem obrigatoriamente de ter algo de nós? Ou podemos ser de outra maneira ouvindo música? Não poderei gostar de algo que fica a milhas de distância do meu gosto e da minha personalidade? Os meus gostos musicais terão de transmitir automaticamente a minha personalidade?

No caso de Tony Carreira, acho 90% das letras horríveis, demasiadas traições, casos extra-matrimoniais, demasiado recursivas. Eu não acredito naquilo que ouço, ou pelo menos tenho dificuldade em ter aquilo como possível no meu estilode vida. Mas gosto de ouvi-las. É pimba? É romântico? É kitsch? Sei lá... Mas eu gosto.

Porque para a noivita os Iron Maiden fazem parte da minha personalidade (temos que ver o que isto realmente quer dizer), a música pesada de uma forma geral. Mas o Jazz está também presente, muito, o pop rock, alguma música independente. E eu gosto realmente de música popular (que é diferente de pimba, atenção).
Mas, acredito que nem tudo o que ouço traduza a minha personalidade.
E vocês? Que acham?
Soltem o Freud dentro de vós:p

Musique

A lingua inglesa é uma coisa tramada. Ao ver o post do Tiagão sobre um músico português, Jorge Palma, lembro-me sempre da dificuldade dos músicos cuja língua oficial não seja a inglesa têm em cantar na sua língua materna. Dificuldades, enfim, até à uns, e não são poucos, que se expressam melhor no inglês. Digo dificuldades para aqueles que pretendem cantar, no nosso caso, em português e conseguir vingar no mercado musical, especialmente no mercado internacional. É certo que, existindo uma língua que a maioria das pessoas entedem, não só em termos musicais, mas também noutras tantas àreas, ajuda a mensagem a ser mais facilmente difundida e percebida. Este texto leva-me a outra questão. Além da música em inglês, e da portuguesa, é muito raro ouvir em Portugal outras músicas que não sejam cantadas nestas línguas. E é uma pena.
Convido-vos a conhecerem Raphael Haroche, músico francês nos seus 32 anos. Antes de mudarmos cá em casa de fornecedora de televisão por cabo, via de vez em quando um canal de música francesa. A maioria das coisas que aí passavam eram de qualidade duvidosa, até ouvir "Caravane". A música é muito especial. A universalidade da música pode ser vista por este exemplo. Eu não posso ver coisas em francês à frente, embora já tive pior relacionamento com essa língua. No entanto, não posso ficar indiferente à qualidade e ao estilo próprio de Raphael. A voz é tipicamente francesa, suave, acompanhada por guitarras e outros instrumentos, num tom sempre mais calmo, ainda que se possa considerar algum rock pelo meio. A letra, do pouco que entendo, também se destaca, sendo quase poética. No fim do texto deixo um vídeo de uma das minahs favoritas. Rcomendo também Caravane, o primeiro single que ouvi, ou a música mais intimista, Et dans 150 ans.

segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Jorge Palma

Vi demasiados concertos de Jorge de Palma para ser isento na opinião.
Vi concertos na Fnac, nas queimas das fitas, no refeitório da Faculdade, nas festas de verão, no Avante, no Casino do Estoril, e sei lá mais onde. VI cerca de 10 concertos num ano.
Vi Jorge Palma acompanhado e sozinho, mais acompanhado do que sozinho. Normalmente pelo João.
Lembro-me do concerto na FCSH, onde, numa das primeiras filas, escolhemos muitas das músicas que tocava. Palma perguntava o que queríamos ouvir, e um de nós, normalmente o João, gritava o nome de uma das músicas.
Lembro-me de o ouvir na Fnac do Colombo, uma das primeiras vezes e feito tonto esperar pelo autógrafo e fazer uma ou duas perguntas de ocasião.
No Casino do Estoril, em 2000, no mês de Setembro, num dos concertos de graça, apinhado, com Palma a tocar mais do que devia. Com os responsáveis do Casino a pedir-lhe que parasse e ele a tocar mais uma hora.
Fui a concertos demais para ter uma opinião isenta. Gosto de Jorge de Palma, mesmo quando se esquece da letras ou se engana nos acordes.
Ouvir Só ou A gente vai Continuar diz-me muito. A primeira porque é uma música que me diz muito. A primeira (única) que escrevi num papel, enquanto a ouvia, num momento mais cinzento da minha vida, A gente Vai Continuar porque é uma das minhas músicas favoritas.
Mas não fico, não poderia ficar por aqui. De Palma ou gosta-se ou não. E se se gosta... não é de uma ou duas músicas. São demasiadas para contabilizar.
Um abraço a todos os que gostam deste senhor.

"Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar (...) enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar..."

domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Concerto Xutos e Pontapés (com orquesta de metais)

Sem querer estragar o momento do Tiagão fazer os posts sobre concertos, dou uma pequena "escritadela" (?) sobre o concerto que vi no 2 de Setembro de 2007. Foi, se não me engano, logo após o ABS. Vi no Expresso a notícia dos festivais das noites de Lisboa, concertos grátis com vários nomes conhecidos, na Torre de Belém. Lá falei com os meus primos que também gostavam de ver e fomos todos para aquela noite insequecível.
Já estava farto de ouvir os meus amigos falarem dos concertos dos Xutos, da energia que eles transmitiam em palco, da empatia com o público, entre outras coisas. Quando vi aquela enorme massa de pessoas a cantarem todas as músicas do princípio ao fim, percebi que tinham razão. É uma explosão de sons que nos são tão familiares, é o Tim com o seu lenço vermelho e o sorriso que nunca desaparece, ou o Kalú e o grito sobre "a vida dele" (AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII... vocês sabem o resto), o Zé Pedro, qual Keith Richards português, os solos do João Cabeleira e o saxofone do Gui. A orquesta de metais abrilhantou o show. Para acabar em beleza, quando a malta fugia já para os seus automóveis, ouvia-se os "Contentores" a serem tocados como se os Xutos tivessem acabado de entrar em palco.
Fica aqui uma das fotos que tirei naquela noite.

Boas músicas!






quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Rodrigo Leão - Os Portugueses

Comecemos pelo último concerto. O do Rodrigo Leão em Dezembro.
Primeiro que tudo, gosto de Rodrigo Leão. Mais a solo, do que o conjunto dos Madredeus. O estilo e o espírito são-me mais queridos do que as trovas dos Madredeus.
Dito isto, o meu problema com o álbum Os Portugueses, que gosto bastante, é que não me parece sonoramente muito português.
A noiva discorda. Depois de casados, eu ensino-a a discordar menos:p
Agora a sério. Acho o álbum lindíssimo e tivemos a oportunidade de o ver ao vivo, nos Jardins de Inverno do São Luís, em Dezembro.
Foi um concerto memorável. Rodrigo Leão e os que o acompanham são músicos excelentes.
O concerto estava dividido em três partes.
A primeira com músicas do último álbum, a segunda com músicas de álbuns anteriores e a última parte com músicas diversas, em que o importante era vermos, ouvirmos e comprovarmos quão excelentes músicos eles são.
O interessante da primeira parte do concerto é que há medida que a música vai sendo tocada as imagens, que foram a base do documentário de António Barreto e que serviram de inspiração a Rodrigo Leão, vão sendo mostradas.
Quase três meses depois é difícil lembrar-me de tudo. Mas o concerto foi memorável. Soube a pouco (1h30m).
Satisfez-me a cumplicidade dos músicos, a aparente boa disposição com que tocaram as músicas, a cumplicidade e o sentido de humor.
Contras? O preçário do bar dos Jardins de Inverno do São Luís.
Rodrigo Leão anda em tourneé pelo país, se conseguirem não percam.

Concertos

Nunca fui de ir a muitos concertos. Tenho medo de perder o gosto pelas bandas que aprecio. E consigo perdê-lo mais facilmente num concerto do que num álbum. Pancadas.
A verdade é que sou mais difícil de contentar num concerto do que num álbum.
Já vi algumas das minhas bandas ao vivo, e parece-me engraçado analisar, muito à distância as ideias que me ficaram.
Assim, passarão por aqui breves e esquecidas análises de concertos de Jorge Palma, Rodrigo Leão, Pearl Jam, Ben Harper, Avril Lavigne, Los Hermanos, Nelly Furtado, Alcoolémia, Sitiados, Mão Morta, Belle Chase Hotel, Corvus Corax e Iron Maiden.
Eclético, uh?
Lembrar-me-ei de outros, mas estes ficam como alguns dos que vi.

Condução musical?

Mark Knopfler não é português mas engana bem: nesta música dos anos 80 está a prova...

"Some people get a cheap laugh breaking up the speed limit
Scaring the pedestrians for a minute
Crossing up progress driving on the grass
Leaving just enough room to pass
Sunday driver never took a test
Oh yeah, once upon a time in the west"

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Gosto tanto desta música...