sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Amorphis - Tales From the thousand Lakes

Aceito o convite, com prazer.
Disse ao JP que escreveria sobre música mais pesada, conto cumprir a promessa, mas não me ficar por aí. Há tanta coisa para comentar (Tony Carreira, José Cid, Banda Lusa, e sei lá mais o quê)!!!

Há muitas razões pelas quais ouvimos um cd até à exaustão. Porque nos alegra, porque nos sentimos "moody", porque nos lembra de alguém ou de algo, porque nos reporta há uns anos atrás, sei lá...
Outros há que nos tocam de maneira diferente, entre a míriade de cds que ouvimos há alguns que ocupam um lugar cimeiro na nossa colecção.
Começo por este Tales From the Thousand Lakes, editado há quase uma eternidade, em 1994.
É antes de mais um álbum conceptual, de Doom Metal, baseado no livro nacional finlandês Kalevala - que agora se acha há venda em versão nacional.
Tenho a edição digi.pack (há coisas que valem o dinheiro) que contém como bónus a versão da música -dos The doors - Light my Fire. Uma excelente versão, ainda que com uma voz gutural. Lembro-me que a toquei na rádio do liceu e vários foram os que foram bater à porta para saber quem a tocava.
Kalevala é para os finlandeses o que Os Lusíadas são para nós, um poema épico baseado no folcore Kareliano e Finlandês.
O álbum é constituído pelas seguintes músicas:
"Thousand Lakes" (Holopainen) – 2:03
"Into Hiding" (Holopainen, Laine) – 3:42
"The Castaway" (Koivusaari, Holopainen) – 5:30
"First Doom" (Holopainen) – 3:49
"Black Winter Day" (Mårtenson) – 3:48
"Drowned Maid" (Koivusaari, Holopainen, Laine) – 4:23
"In The Beginning" (Holopainen, Laine) – 3:34
"Forgotten Sunrise" (Holopainen) – 4:50
"To Fathers Cabin" (Holopainen, Laine) – 3:47
"Magic And Mayhem" (Holopainen) – 4:27
Trata-se como já foi referido de um álbum dentro do Doom Metal, em que o piano e sintetizadores são senhores e reis, é um álbum melódico ao qual se junta uma voz gutural, em conjunto com uma mais límpida (Ville Tuomi).
Depois deste álbum os Amorphis enveredaram por um caminho mais mainstream e, para mim, perderam todo e qualquer interesse. Nos últimos tempos voltaram à sonoridade mais pesada, mas a voz já não é a mesma. Ou então sou eu, que já não sou o mesmo.
É, no entanto, um dos melhores álbuns de Doom Metal, um dos melhores da década de 90 e um favoritos na minha colecção pessoal.
Enfim, começamos bem...
(cliquem sobre Black Winter Day e ouçam uma das melhores músicas do álbum, e um exemplo do que vos espera neste Tales From the Thousand Lakes)

Kill to Get Crimson- Mark Knopfler

Mark Knopfler pode ser um nome estranho para muitos, talvez não tão estranho se soubermos que se trata do antigo líder do extinto grupo Dire Straits. O grupo ficou mais conhecido nos anos 80 com o lançamento de Brothers in Arms, um dos discos mais vendidos da história até a altura, por isso mesmo virado para o público "comercial".
Para que conste, estou a falar do meu artista favorito de sempre. Não é uma figura que possa ser comparada com outros da mesma altura, como Eric Clapton ou Sting, mas ainda assim consegue ser muito respeitado e acarinhado pelos fãs.

Kill Ti Get Crimson é o sexto disco de originais, se contarmos com o albúm que fez com Emmylou Harris em 2006. O som distancia-se do da sua antiga banda, menos enérgico, embora os Dire Straits não fossem uma banda de rock puro. Baseia-se mais na escrita de Mark e nos seus solos ímpares de guitarra, girando as músicas quase sempre à volta de uma figura histórica ou de uma dada época importante. Assim, tal qual os anteriores discos, o som torna-se um bocado repetitivo, com uma ou duas músicas a sobressairem das restantes. Neste caso, o single "Let it all go" não tem a força dos anteriores, mas não deixa de ser uma boa música. Os destaques vão mesmo para "Heart full of Holes", onde a melodia romântica da guitarra de ressonância conduz a música a uma espécie de polka, e ainda "We can get Wild", um som mais cuidado e conduzido por um solo simples. Na minha opinião pessoal, é um albúm médio-alto, mas descontando o facto de ser fã do trabalho do guitarrista escocês, atribuio-lhe uma nota mais humilde.

Nota Final: 7/10.

sábado, 24 de Novembro de 2007

Magic- Bruce Springsteen





















Para quem não conhece, falamos dum dos maiores músicos do panorama americano, que teve a sua época de maior sucesso entre as décadas de 70 e 80. Verdadeiros hinos do rock, como "Born to Run", Born in the Usa" ou "Human Touch" transmitem-nos a energia desta lenda viva, que alia uma escrita pessoal e directa a composições músicais bem executadas.
"The Boss", como é conhecido, trabalhou quase sempre com a E Street Band, apesar de em anos mais recentes ter feito uma sólida mas menos comercial carreira a solo. Este albúm é um regresso realmente estrondoso.

Basta ouvir a primeira música do albúm, "Radio Nowhere", que serve também de single de apresentação, para se perceber do que estou a falar. Ritmo imponente bem conduzido em toda a música, composta por acordes simples mas expressivos. Todos os instrumentos parecem soar como um só neste autêntico festim de rock. A voz de Bruce comanda toda a acção, e o resultado não podia deixar de ser arrebatador. Seguem-se outras preciosidades, qualquer uma com qualidade acima da média, destacando aqui "Livin' In The Future", som que lembra a década de 80, "Girls in Their Summer Clothes", canção melancólico-romântica e "Devil's Arcade", um rock mais intimista. No entanto, qualquer uma das canções que vamos encontrar no album são, por si só, capazes de suster grande parte do peso do single explosivo que abre o cd. É fácil ouvir tudo do princípio ao fim, vezes sem conta, sem nos cansarmos. Ouvir uma e outra vez e tentar absorver, tal como o nome parece sugerir, toda a magia desta preciosidade.
Para aqueles que não são fãs, fica aqui uma bela opurtunidade para conhecerm um mestre do rock. Já os fãs encontraram uma obra capaz de rivalizar com as outras já criadas pelo mesmo autor. Imperdível

Nota final: 9/10

Sultans of Music

O Sultans of Music pretende ser um blog de música escrito em português sobre música, incidindo especialmente nos estilos musicais dos escritores do blog. Exisitirá espaço para os mesmos se debruçarem sobre as músicas e os artistas que mais gostam, mas não descurando uma atitude imparcial, especialmente no espaço das críticas. Podem contar com análises a albuns, bem como imagens, vídeos e referências a concertos e experiências pessoais da relação dos autores do blog com esta forma de expressão tão poderosa.
Cumprimentos
A Equpia do Sultans of Music